DIGITAL IMAGES FOR LIBRARIES, ARCHIVES AND MUSEUMS ...

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  • XVI Encontro Nacional de Pesquisa em Cincia da Informao (XVI ENANCIB) ISSN 2177-3688

    GT 8 Informao e Tecnologia

    Comunicao Oral

    DIGITAL IMAGES FOR LIBRARIES, ARCHIVES AND MUSEUMS (DILAM): APRESENTAO DE UM MODELO CONCEITUAL1

    DIGITAL IMAGES FOR LIBRARIES, ARCHIVES AND MUSEUMS

    (DILAM): CONCEPTUAL MODEL A PRESENTATION

    Ana Carolina Simionato, UFSCar anacarolina.simionato@gmail.com

    Plcida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos, UNESP

    placida@marilia.unesp.br Resumo: A expressiva quantidade de recursos informacionais, entre eles os imagticos digitais, esto relacionadas as novas formas de comunicao da sociedade. Diante disso, procedimentos necessrios para localizao e recuperao so tarefas complicadas para o profissional e para o prprio usurio pela variedade de recursos a serem descritos. Da mesma forma, instituies com uma proposta de convergncia para determinados tipos de acervo crescem visando a interoperabilidade sinttica de registros. Nesse contexto, possvel questionar como integrar os princpios descritivos para os contextos da Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia do recurso imagtico digital? Objetiva-se apresentar o modelo conceitual Digital Images for Libraries, Archives and Museums (DILAM) enfatizando as suas entidades e os atributos responsveis pela integrao aos contextos e ao recurso imagtico digital. A pesquisa classificada como terico-aplicada e qualitativa, em relao aos objetivos de desenvolvimento, e exploratria pela realizao de um levantamento bibliogrfico de nvel nacional e internacional. Os resultados apresentam as trs etapas de criao do modelo, 1) definio de requisitos funcionais para os usurios, 2) definio dos metadados apropriados ao recurso imagtico digital e 3) definio das entidades e criao do modelo DILAM. Conclui que a interlocuo entre arquivos, bibliotecas e museus, no reflete em uma unificao, mas expressa a colaborao e cooperao em relao aos avanos tecnolgicos presentes na representao e organizao da informao.

    Palavras-chave: Imagens digitais. Modelagem conceitual. Arquivos. Bibliotecas. Museus.

    1 O contedo textual deste artigo, os nomes e e-mails foram extrados dos metadados informados e so de total responsabilidade dos autores do trabalho.

  • Abstract: A significant amount of information resources, including digital imagery, are related to new forms of communication in society. Therefore, procedures for location and retrieval are complicated tasks for the professional and the user himself by the variety of resources to be described. Similarly, institutions with a proposal of convergence for certain types of assets grow aiming syntactic interoperability records. In this context, the question is how integrate the descriptive principles for the contexts of Archival, Library and Museum studies of digital image feature? The objective is to present the Digital Images for Libraries, Archives and Museums (DILAM) conceptual model emphasizing their entities and attributes responsible for integrating the contexts and digital image resource. The research is classified as theoretical and applied and qualitative, in relation to the development goals, and exploration for carrying out a literature review of national and international levels. The results show the three steps of creating the model: 1) definition of functional requirements for users, 2) definition of metadata appropriate to digital imagery feature, and 3) the entities and creation of DILAM model. It concludes that the dialogue between archives, libraries and museums, not reflected in a unification, but expresses collaboration and cooperation in relation to technological advances present in the representation and organization of information.

    Keywords: Digital images. Conceptual modeling. Archives. Libraries. Museums.

    1 INTRODUO

    A necessidade de tornar acessveis e disponveis as imagens digitais em repositrios,

    banco de imagens e catlogos, insere-se aos procedimentos metodolgicos da rea de Cincia

    da Informao e ao conjunto aos aspectos tecnolgicos envolvidos na representao da

    informao.

    O conjunto de procedimentos metodolgicos da Cincia da Informao (CI), derivam

    do estudo, anlise, disseminao, preservao e representao para o acesso aos registros

    informacionais. (BUCKLAND, 1991). O objeto documental tambm dito como recurso

    informacional, definido como [...] a informao objetivada [...] em uma estrutura analgica

    e/ou digital, com valor informacional que caracteriza a sua concepo intelectual expressa na

    corporificao de manifestaes estruturadas na forma de itens. (SANTOS; SIMIONATO;

    ARAKAKI, 2014, p. 148).

    A representao desse recurso informacional deve corresponder forma expressa de

    sua retratao, isso condiz que a imagem seja adequadamente tratada nos conceitos da rea de

    CI. Sendo que ao mesmo tempo considerado como desafio para rea, representar e organizar

    atributos de recursos informacionais que elucidem as caractersticas principais considerando

    as ocasies necessrias de acesso e localizao feitas pelos usurios.

    Glushko (2013) e Svenonius (2000) enfatizam a preocupao para as questes sobre o

    domnio de recursos informacionais, sendo os domnios conceitualmente definidos por

    campos de estudo mais abrangentes inseridos a tipologia de recursos informacionais, como

    imagticos, bibliogrficos, sonoro, entre outros. Da mesma forma, essa preocupao deve se

  • atentar a representao dos recursos e suas propriedades amplas, ou seja, devem descrev-los

    a fim de tornar o recurso nico.

    possvel tambm apontar outra preocupao, que corresponde a integrao dos

    princpios descritivos dos contextos da Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia. Em

    razo desse tipo do recurso imagtico pertencer aos acervos destas unidades de informao,

    incluindo as Galerias de Arte, pelo valor que a imagem possui como patrimnio artstico,

    cultural, preservao da memria, de comprovao, entre outros. Parte dessa preocupao

    tambm inserida aos estudos e eventos sobre o movimento de integrao destes contextos

    como destacados por alguns autores, entre Homulus (1990), Smit (1993), Smit e Barreto

    (2002), Guimares (2008), Tanus e Arajo (2012) e Marcondes (2012).

    Esse trabalho inicia em uma camada invisvel e intangvel ao usurio final,

    estruturando uma abordagem que proporcione possibilidades de convergncia para que os

    dados desses diferentes contextos tenham interligaes, favorecendo a recuperao e

    localizao dos recursos pelo usurio.

    Nesse caso, so consideradas as diferenas organizacionais e as necessidades da

    anlise documental realizada em cada unidade informacional, a compreenso do conjunto da

    imagem e as convergncias para o contexto arquivstico, biblioteconmico e museolgico.

    Considera que o ambiente digital um meio convergente de diversos usurios,

    independentemente do vnculo institucional formado, ou seja, o ambiente digital pode agrupar

    diferentes grupos informacionais.

    Para isso foi pressuposto que os princpios descritivos dos contextos arquivstico,

    biblioteconmico e museolgico so fatores que subsidiam a construo de um modelo

    conceitual, que possa ser relacionado com os atributos de recursos imagticos em ambientes

    digitais a partir do seu domnio. Sendo assim, o objetivo desse trabalho apresentar o modelo

    conceitual Digital Images for Libraries, Archives and Museums (DILAM) enfatizando as suas

    entidades e os atributos responsveis pela integrao aos contextos e ao recurso imagtico

    digital.

    2 METODOLOGIA

    A pesquisa classificada como natureza terico-aplicada e qualitativa, objetivando gerar

    novas possibilidades para construo de registros informacionais na representao e

    organizao de imagens digitais. Em relao aos objetivos do trabalho para integrao dos

    contextos arquivstico, biblioteconmico e museolgico, essa pesquisa classificada como

  • exploratria. Aos procedimentos tcnicos recorre-se a pesquisa bibliogrfica, com o

    levantamento realizado em nvel nacional e internacional em fontes de pesquisa primrias,

    secundrias e tercirias.

    Em relao ao levantamento bibliogrfico, o perodo selecionado foi de 2000 a 2014,

    levando em considerao que algumas obras deveriam ser citadas independente da data. As

    fontes utilizadas no levantamento bibliogrfico foram: Biblioteca Digital Brasileira de Teses e

    Dissertaes (BDTD), Base de Dados Referenciais de Artigos de Peridicos em Cincia da

    Informao (BRAPCI), P@rthenon UNESP, Portal de Peridicos da Capes, Google Acadmico,

    Scientific Electronic Library Online (SciELO) e a Web of Science, tendo como resultados

    artigos, teses e dissertaes, captulos de livros e livros.

    O mtodo escolhido para o desenvolvimento do modelo foi a modelagem Entidade-

    Relacionamento, j trabalhada nos Requisitos Funcionais para Dados Imagticos Digitais

    (RFDID) por Simionato (2012), sendo sua base espelhada na estrutura dos Functional

    Requirements for Bibliographic Records (FRBR).

    3 A IMAGEM DIGITAL E OS PRINCPIOS DESCRITIVOS NA ARQUIVOLOGIA,

    BIBLIOTECONOMIA E MUSEOLOGIA

    A partir das redes sociais e do ambiente digital, o recurso imagtico teve uma ampla

    proporo de aceitao e utilizao, o que facilitou ainda mais a sua criao. As caractersticas

    que a diferenciam da imagem analgica, so relativas gnese digital. Estas propriedades so

    importantes e principalmente em alguns casos, podem ser recuperadas pelos dados

    Exchangeable Image File Format (EXIF) ou pelas diferentes extenses. As extenses podem

    ser nomeadas por imagens vetoriais, ou seja, imagens geradas a partir de descries geomtricas

    de formas e se diferencia das imagens bitmap ou mapa de bits; ou raster, que so geradas a

    partir de pontos minsculos diferenciados por suas cores.

    Todavia, importante lembrar que caso os recursos no estiverem descritos

    adequadamente ao tipo de ambiente inserido, ocorrer problemas em sua localizao e

    consequentemente o usurio no recuperar o que deseja. Segundo Snchez Vigil (2006) o

    documento imagtico est disperso nos acervos apresentando variedades (fotografias, negativos,

    imagens digitais) e dependentes do tipo de instituio que as incorpora no acervo so

    diferenciadas pela sua aplicao e funo. Aps a aquisio, as imagens so distinguidas pelo

    seu assunto, tratadas de modo aleatrio e pouco utilizados os vocabulrios controlados e a

    indexao, e em raros os casos pela autoria e ttulo.

    Para possibilitar a localizao, acesso e recuperao das imagens vrios tratamentos

  • informacionais e criaes computacionais so necessrias, uma delas a padronizao dos

    atributos, realizadas por instrumentos de descrio. A [...] definio dos elementos, dos

    atributos de descrio para a representao realizada em diferentes nveis nas unidades de

    informao em que atuam. (SANTOS, 2013, no paginado), em razo de que os elementos

    identificados devem constituir de propriedades que identificam o tipo recurso informacional.

    No entanto, ao diferenciar o tipo de instituio como arquivos, bibliotecas e museus,

    tambm diverge o tratamento do tipo de recurso. As diferenas do tratamento informacional

    esto presentes desde os atributos derivados lgica representacional de cada contexto at os

    atributos do prprio recurso informacional. Em razo das dissonncias salientadas pelos

    aspectos organizacionais e representacionais, tendncias internacionais esto preocupadas em

    sanar desafios entre as reas, como a cooperao de colees, registros e dados entre de

    arquivos, bibliotecas e museus. Como destaca Marcondes (2012, p. 188),

    Alinhamentos semnticos facilitam a navegao atravs de dados abertos interligados entre recursos informacionais diferentes atravs dos links semnticos entre entidades em diferentes conjuntos de dados. Na rea de arquivos, bibliotecas e museus, alguns esforos de alinhamento semntico j foram feitos, como entre os modelos FRBR (1998) (da rea de bibliotecas) e o CIDOC CRM (da rea de museus), resultando disso o FRBRoo.

    O estudo da descrio de imagens na Arquivologia, foi identificado as correntes tericas

    e metodolgicas que definem as formas representao no ciclo de vida dos documentos. Nas

    correntes mais tradicionais do campo, como a diplomtica arquivstica e a ps custodial, onde a

    descrio somente dever ser realizada na fase permanente. J na arquivstica integrada,

    proposta por Rousseau e Couture (1998) a descrio inicia-se a partir da criao/produo do

    documento na instituio, preservando os atributos j definidos na sua fase corrente.

    A arquivstica integrada uma forma gerada e conduzida ao propsito da organizao,

    dentro destas funes, pode ser concentrada conforme s formalidades da descrio e da

    classificao. (ROUSSEAU; COUTURE, 1998). Essa corrente garante a unicidade das

    intervenes nos documentos, aplicando o princpio das trs idades e ainda caracterizando pela

    construo lgica dos metadados descritivos para o arranjo e da ordem original dos subgrupos,

    denominadas como sries, dos documentos.

    De certa forma, a utilizao da corrente da arquivstica integrada garante o acesso aos

    documentos, desde a fase inicial e ainda, poupa o retrabalho do profissional arquivista evitando

    novas descries ao longo do processo documental. Ressalva que na arquivstica integrada, os

    fundamentos apoiam o tratamento descritivo para o Gerenciamento Eletrnico de Documentos

  • (GED) definidos por Rousseau e Couture (1998).

    No entanto, os instrumentos arquivsticos mais utilizados como a International Standard

    Archival Description General ISAD (G) no acompanharam o mesmo desenvolvimento

    organizacional e representacional junto as novas possibilidades do meio digital, assim no

    conseguem explorar todo o potencial e seus alinhamentos com o desenvolvimento de seus

    modelos conceituais, como o Conceptual Model for Archival Description (CMAD) e as

    iniciativas Modular Requirements for Records Systems (MoReq) e Modelo de Entidades e

    Relacionamentos do e-ARQ Brasil.

    J a Biblioteconomia, pelo seu prprio desfecho histrico apresenta uma maior dinmica

    em relao aos instrumentos descritivos e aos modelos conceituais. Guinchat e Menou (1994, p.

    101) afirmam que a catalogao deve [...] fornecer uma representao do documento que

    descrito de uma forma nica e no ambgua, o que permite identific-lo, localiz-lo, represent-

    lo nos catlogos correspondentes e recuper-lo.

    A catalogao permite que o catlogo possa multidimensionar as escolhas, para que o

    usurio encontre o material desejado. Segundo Santos e Pereira (2014, p. 71)

    O processo de Catalogao de um recursos, em suas diversas etapas, demanda tempo, custos, e conhecimento especializados para a anlise de um dado bibliogrfico e para utilizao dos instrumentos de trabalho da representao, como, por exemplo, os cdigos, as normas, os padres de metadados, os formatos de intercmbio de dados bibliogrficos, os requisitos funcionais, as listas de cabealhos de assuntos, as listas de cabealho de autor, os manuais e outros catlogos, para garantir um padro mnimo de qualidade e padronizao.

    Portanto, o processo de catalogao alm de garantir a unicidade ao recurso

    informacional em uma forma sucinta e estruturada dos dados, apresenta certas caractersticas.

    As disposies da catalogao esto relacionadas as novas formas de representao como o

    Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR), por exemplo. Com a concepo

    do FRBR, o entendimento do processo de representao do recurso informacional foi revisto e

    com isso, novos relacionamentos entre os recursos informacionais foram possveis.

    Essa percepo influenciou diretamente a estrutura de alguns cdigos de catalogao

    como a International Standard Bibliographic Description (ISBD) em sua verso consolidada e

    o Anglo-American Cataloguing Rules, second edition revised (AACR2r) que se diferenciam por

    suas estruturas e tipos de recursos como livros e materiais cartogrficos. Dessa forma, a ISBD a

    que havia diversas publicaes transformou em apenas um nico manual e o AACR2r que

    subdividia seus captulos direcionadas a descrio de um tipo de recurso est sendo substitudo

  • pelo Resource Description and Access (RDA).

    J a museologia reconhecida pela sua instituio condizer a coleo e a

    responsabilidade de induzir a ampliao dos conhecimentos sobre a humanidade e suas tcnicas,

    ou seja, toda forma representacional reluz as fontes informacionais daquela determinada

    imagem digital e de sua coleo. Assim, [...] liga-se diretamente morfologia do objeto, isto ,

    diz respeito a materiais e tcnicas de confeco, a formas, ornamentos, a partes constituintes, a

    funes utilitrias para as quais foi concebido e a significados simblicos relacionados s

    formas materiais de representao. (BARBUY, 2002, p. 71).

    O catlogo na museologia [...] trata-se de um meio de comunicao tpico e objetivo

    para difuso de suas propostas. Atravs dele o museu comunica os estudos e pesquisa que vm

    sendo realizados sobre um determinado aspecto, utilizando seus prprios meios de interpretao

    [...]. (CAMARGO-MORO, 1986, p. 225).

    Os instrumentos de representao na Museologia especficos so pouco abordados, pela

    diversidade de campos que so necessrios para os registros. Mesmo que nem todos sejam

    preenchidos, os campos necessrios esto: o tipo do material, tcnica utiliza, procedncia,

    histria de exposio, as consideraes de instalao e valor de avaliao.

    4 O MODELO CONCEITUAL DILAM

    Ao contrrio do escopo de criar um novo padro de metadados para a imagem digital, o

    modelo DILAM tem como objetivo equivaler os princpios descritivos dos contextos da

    Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, de tal forma que no trate de forma diminutiva,

    mas sim de forma colaborativa e seja complementar ao planejamento de dados estruturados em

    um modelo conceitual.

    Assim, o modelo DILAM foi desenvolvido a partir dos estudos denominados como

    modelagem DILAM (SIMIONATO, 2015) elaborada a partir de trs etapas, que constituem: 1)

    definio de requisitos funcionais para os usurios, 2) definio dos metadados apropriados ao

    recurso imagtico digital e 3) definio das entidades e criao do modelo DILAM.

    A definio dos requisitos funcionais foi baseada no aprofundamento dos estudos sobre

    o recurso imagtico digital, como tambm sobre cada uma das necessidades de cada contexto e

    seus usurios.

    Os requisitos funcionais na Cincia da Informao, tambm so encontrados com a

    terminologia user tasks ou tarefas do usurio. Essas tarefas coincidem com as propriedades que

    cada particularidade da modelagem deve priorizar. Nos Arquivos o usurio das Bibliotecas no

    tenha o mesmo intuito em seus sistemas, tambm deve ser repensado o registro para os

  • profissionais como usurios do sistema. Outro ponto considerado foi a harmonizao entre o os

    modelos conceituais j finalizados na rea de Cincia da Informao, como o FRBR e o

    Requisitos Funcionais para Recursos Imagticos Digitais (RFDID) proposto por Simionato

    (2012).

    Dessa forma, os requisitos conceituais previstos na modelagem e caracterizados no

    modelo DILAM, foram planejados a partir dos modelos conceituais e propostas da

    Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, que incluem Functional Requirements for

    Bibliographic Records (FRBR), Autoridade (FRAD) e Assunto (FRSAD), o domnio da

    arquivstico, Conceptual Model for Archival Description (CMAD) e o Modular Requirements

    for Records Systems (MoReq) e o domnio museolgico, Conceptual Reference Model (CRM).

    Assim, os requisitos funcionais para o DILAM so:

    Encontrar materiais que correspondem aos critrios estabelecidos de

    pesquisa do usurio;

    Identificar uma entidade;

    Selecionar uma entidade que adequado para as necessidades do usurio;

    Explorar os recursos imagticos de uma coleo, utilizando atributos e

    relaes entre os recursos, usando atributos e relacionamentos;

    Escolher os assuntos para que possam encontrar as imagens desejadas,

    usando atributos e relacionamentos;

    Reconhecer as responsabilidades de criao de um recurso imagtico digital,

    e buscar as autorias, usando atributos e relacionamentos; e

    Obter o recurso imagtico, selecionado e identificado.

    O segundo passo foi a escolha dos metadados apropriados foi derivado do mtodo

    crosswalk (ST. PIERRE; LAPLANT, 1998). Os crosswalks so usados para [...] comparar

    elementos de metadados de um esquema ou elemento definido para um ou mais outros

    esquemas [...] (BACA, 2008, p. 47, traduo nossa) e tambm da metodologia BEAM

    proposto por Santos, Simionato e Arakaki (2014).

    Os padres de metadados utilizados no crosswalk foram: Anglo-American Cataloguing

    Rules, second edition revised (AACR2r), Cataloging Cultural Objects (CCO), Categories for

    the Description of Works of Art (CDWA), Categories for the Description of Works of Art Lite

    (CDWA Lite), Describing Archives: a content standard (DACS), Dublin Core (DC), Encoded

    Archival Description (EAD), Graphic Materials, International Standard Archival Description

    General (ISAD(G)), International Standard Bibliographic Description, consolidated edition

  • (ISBD), Resource Description and Access (RDA), Rules for Archival Description (RAD) e

    SPECTRUM.

    Os resultados dos crosswalks foram base para o desenvolvimento do ltimo passo, a

    criao das entidades para o modelo DILAM. Inicialmente, foi determinado que as entidades da

    modelagem entidade-relacionamento, no escopo da desvinculao de um registro monoltico

    sem relacionamentos, como na estrutura MARC 21, para um registro construdo a partir de

    integraes da imagem digital, principalmente, entre reas.

    O modelo conceitual DILAM visualizado pela figura 1.

  • Figura 1 - Modelo Conceitual DILAM

    Fonte: Simionato (2015, p. 121).

  • Como visto na Figura 1, as entidades so compatveis com as entidades j compostas da

    famlia FRBR e por isso as entidades foram mantidas, Obra, Expresso, Manifestao, Item

    (Grupo 1), Pessoa, Famlia, Entidade Coletiva (Grupo 2), Conceito, Objeto, Evento e Lugar

    (Grupo 3).

    Outras entidades foram criadas para acrescentar e subsidiar alguns relacionamentos

    entre as entidades. Tipo-Relacionamento, que descreve a que tipo de relacionamento pertence o

    relacionamento complementar as entidades do Grupo 1 e Obra, Responsabilidade, entidade que

    relaciona ao controle de autoridade do Grupo 2 e Obra, e Thema, entidade que relaciona ao

    controle de assunto do Grupo 3 e Obra.

    Para a integrao entre os contextos arquivstico, biblioteconmico e museolgico, a

    modelagem conceitual precisou que algumas entidades fossem incorporadas ao seu escopo.

    Desse modo, trariam os requisitos especficos de cada contexto. Entre os modelos de

    Museologia e Arquivologia, algumas caractersticas se mostram importantes e comuns, em

    relao a descrio: tempo, propriedades fsicas, origem do recurso informacional (procedncia

    e provenincia) e os processos tcnicos dos recursos imagticos, como a classificao de

    documentos. Outro destaque foi aos fundos, sries, arquivos do documento, mas

    compreendido que nesse modelo conceitual insere-se as abstraes de uma obra, expresso e

    manifestao, por serem propriedades de organizao do recurso. Por isso, foram criadas quatro

    novas entidades que relacionam entre as outras j mencionadas. As entidades so: Chronos

    (tempo), Fysikos (propriedades fsicas), Rzo (origem o recurso) e rgo (atividades tcnicas).

    (SIMIONATO, 2015).

    Para tanto, um melhor entendimento sobre as entidades do modelo DILAM ser feito a

    partir do quadro 1, que descreve cada uma das entidades e seus relacionamentos.

    Quadro 1 Descrio das entidades do modelo conceitual DILAM

    Entidades do modelo DILAM Descrio

    Obra

    a abstrao da concepo intelectual do autor, ou seja, uma entidade definida como o que autor pensou antes de se tornar concreto. Nesta entidade, a concepo de um recurso imagtico no est ligada a uma concepo primria, inicialmente, o autor no compe a obra em um suporte, mas somente, a conceitua.

    Expresso

    Condiz a realizao intelectual ou artstica, ou seja, podemos dizer que a elaborao da obra, quando o autor j feito a concepo de uma obra decide traduzi-la na forma imagtica e se preocupa em como ser a imagem. Possui o relacionamento de estar em, incorporar e conter com a manifestao.

  • Manifestao

    A Manifestao atribui a forma fsica e concreta da expresso de uma obra. Pode ser uma imagem analgica, digital ou as duas ao mesmo tempo, ser o suporte de registro da imagem. Possui o relacionamento de exemplificar com o item.

    Item A imagem que o usurio encontrar em um catlogo, banco ou repositrio de imagens.

    Tipo-Relacionamento

    Descreve a que tipo de relacionamento pertence o relacionamento complementar as entidades do Grupo 1 e Obra, Responsabilidade, entidade que relaciona ao controle de autoridade do Grupo 2 e Obra. Os relacionamentos podem ser de adaptao, complemento, imitao, sucesso, suplemento, sumarizao, transformao e todo para a parte.

    Pessoa

    a abstrao de um indivduo, o principal responsvel pela criao, ou ainda a responsabilidade da realizao de uma obra. Ou seja, o responsvel pela captura da imagem digital ou por sua realizao. No caso, no importante que o fotgrafo seja amador ou profissional, ou se o responsvel pela criao foi um telescpio.

    Famlia

    A Famlia atrelada no a responsabilidade de criao, mas a redentora dos direitos autorais do indivduo criador. E seus componentes familiares estaro ligados a pessoa. Como da mesma forma a Entidade coletiva, contudo, o que difere so as formas de parentesco dos responsveis.

    Entidade coletiva

    So as organizaes ou grupos de indivduos responsveis pelo contedo intelectual da imagem digital, inclusive grupos temporrios (encontros, conferncias, reunies, festivais, etc.) e autoridades territoriais como uma federao, um estado, uma regio, entre outros.

    Responsabilidade

    Auxilia na identificao das principais formas de autoridade para o usurio. Sua atribuio deriva-se as necessidades encontradas no modelo conceitual FRAD. Logo, atribui seu relacionamento de uma entidade ser conhecida por uma responsabilidade.

    Conceito

    Representa uma noo abstrata ou uma ideia que podem ser amplas ou especficas, abrangendo abstraes de uma obra. Essas abstraes podem ser termos que identifiquem as reas de conhecimento, disciplinas, escolas de pensamento, teorias; ou ainda as tcnicas fotogrficas que podem ser incorporadas as imagens desde a sua concepo.

    Objeto

    Est relacionado a uma coisa material, que abrange uma completa categoria de coisas materiais que podem incluir o contedo de ser as uma obra: objetos da natureza, objetos da criao humana ou objetos que j no existam.

    Evento Entidade que inclui as aes, ocorrncias ou acontecimentos que derivaram ou ao que a imagem se encontra, como um momento histrico, poca, perodo de tempo.

    Lugar a localizao ou uma srie de localizaes como: terrestres e extraterrestres, histricas ou contemporneas, caractersticas geogrficas e jurisdies geopolticas.

    Thema uma entidade para que os relacionamentos de todos os assuntos se atrelarem a apenas um, incorporando as entidades de Conceito, Objeto, Evento e Lugar.

    Chronos Foi identificado nos contextos e na definio dos atributos a

  • necessidade de arquivos e museus em destacarem o tempo de uma obra. Principalmente, para Arquivologia a entidade determina em questo a temporalidade do recurso imagtico e qual forma ser armazenada. Possui relacionamentos de registro.

    Fysikos

    A necessidade de uma entidade para propriedades fsicas, parte do escopo da Museologia na criteriosa avaliao do estado em que os recursos se encontram, no caso, a imagem analgica se houve alguma danificao ou outra ocorrncia. Possui relacionamentos de estrutura.

    Rzo Abrange as necessidades especficas para a identificao da procedncia e provenincia. Possui relacionamentos de origem e provir.

    rgo Corresponde as atividades que necessitam ser relatadas, como a classificao, avaliao e curadoria. Possui relacionamentos de composio.

    Fonte: Elaborado pelas autoras com base em Simionato (2015).

    Algumas entidades, principalmente as correspondentes ao Grupo 3, possibilitam que a

    descrio seja utilizada a partir dos EXIF como fonte de informao. No entanto, para que seja

    evitada anomalias de alguns atributos, o quadro 2 apresenta cada entidade, os relacionamentos e

    seus respectivos atributos, que sero utilizados para a descrio das entidades de forma integral,

    j previstos pela etapa anterior no crosswalk realizado.

    Quadro 2 - Atribuio de metadados para cada entidade e relacionamento da modelagem

    DILAM

    ENTIDADE ATRIBUTO

    Obra

    Data de criao* Data relacionada ao ttulo

    Nome(s) do(s) produtor(es)* Nota descritiva*

    Ttulo * Ttulo do criador

    Obra-obra

    Tipo de relacionamento* Descrio da derivao*

    Extenso do autor Qualificao do autor

    Ttulo do autor* Data*

    Data de criao* Data relacionada ao ttulo Localizao da criao*

    Notas*

    Expresso

    Data de criao* Data de relao a obra*

    Data relacionada ao ttulo Data*

    Descrio da derivao Descrio da edio*

  • Nome(s) do(s) produtor(es)* Nota descritiva*

    Nmero da edio Nmero de identificao*

    Tipo de relao a obra Ttulo equivalente*

    Ttulo da expresso* Ttulo do criador*

    Notas*

    Expresso-expresso

    Descrio da derivao Descrio da edio*

    Idioma* Notas*

    Expresso-obra

    Data* Data de criao*

    Data relacionada ao ttulo* Idioma* Notas*

    Manifestao

    Data de criao* Data relacionada ao ttulo

    Nome(s) do(s) produtor(es)* Nota descritiva*

    Ttulo da manifestao* Designao de edio/impresso Local de publicao/distribuio

    Publicador/distribuidor Data de publicao/distribuio

    Fabricante Indicao de srie Forma do suporte

    Extenso do suporte Meio fsico

    Modo de captura Dimenses do suporte

    Identificador da Manifestao Fonte para aquisio/autorizao de acesso

    Notas*

    Manifestao-manifestao Data de criao*

    Data relacionada ao ttulo Notas*

    Item

    Identificador do item* Impresso digital

    Restries de acesso ao item* Localizao do item*

    Notas*

    Item-manifestao Data de criao*

    Localizao* Notas*

    Item-item Data de criao*

    Localizao* Notas*

    Pessoa

    Nome da Pessoa* Datas da Pessoa Ttulo da Pessoa

    Outra designao associada Pessoa Notas*

    Famlia Nome da Famlia*

  • Datas da Famlia Ttulo da Famlia

    Outra designao associada Famlia Notas*

    Entidade coletiva

    Nome da Entidade Coletiva* Nmero associado Entidade Coletiva Local associado Entidade Coletiva Data associada Entidade Coletiva

    Outra designao associada Entidade Coletiva Notas*

    Responsabilidade

    Data de Falecimento* Data de Nascimento*

    Nacionalidade* Nome da fonte das informaes inseridas

    Nome da Pessoa, Famlia ou Entidade Coletiva* Nota biogrfica da pessoa

    Pessoas vinculadas Pessoa, Famlia ou Entidade Coletiva

    Profisso da pessoa* Sexo* Notas*

    Conceito Assunto principal de conceito*

    Data atribuda ao assunto* Notas*

    Objeto Assunto principal de objeto*

    Notas*

    Evento

    Assunto principal de evento* Data do evento*

    Estilo do perodo histrico Notas*

    Lugar

    Assunto principal de lugar* Contexto arqueolgico Contexto arquitetnico

    Locais relacionados Local do evento*

    Localizao histrica Tipo de evento - cultural Tipo de evento - histrico Tipo do perodo histrico*

    Notas*

    Thema

    Descrio do contedo - atividade Descrio do contedo - objeto

    Escopo e contedo* Nota descritiva do assunto*

    Notas* Termos de indexao*

    Termos genricos* Termos tcnicos de iconografia

    Notas*

    Chronos

    Descrio sobre a temporalidade* Datas associadas a manifestao

    Datas associadas a expresso Notas*

    Fysikos

    Abertura da lente Colorao*

    Compensao de exposio Contraste*

  • Descrio das dimenses* Distncia focal

    Extenso* Flash* Forma*

    Formato / Tamanho* ISO*

    Marcas d'gua* Materiais / Tcnicas de Descrio* Materiais / Tcnicas de Extenso*

    Nitidez* Orientao* Saturao* Tamanho

    Tipo de extenso* Tipo de dimenses

    Unidade das dimenses Valor das dimenses*

    Condio do Item Histrico de tratamento

    Plano de tratamento Notas*

    Rzo

    Descrio da procedncia* Descrio da provenincia

    Estatuto Jurdico relacionado Histria administrativa/Biografia do

    Criador/Produtor* Histria da custdia*

    Procedncia* Provenincia do Item

    Marcas/inscries Histrico de exibio

    Notas*

    rgo

    Descrio do proprietrio / agente* Descrio sobre avaliao e eliminao Descrio sobre o sistema de arranjo*

    Caractersticas fsicas e requisitos tcnicos* Condies de acesso*

    Condies de reproduo Direitos autorais*

    Notas* Fonte: Simionato, 2015, p. 133-136.

    Os atributos com o asterisco (*) foram julgados como metadados obrigatrios e que so

    importantes para a identificao da entidade.

    O processo de correspondncia estar vinculado a padres de metadados que subsidiam

    uma estrutura, ou seja, o formato para construo do registro. Por isso, em alguns momentos do

    crosswalk para os padres de metadados especficos da Arquivologia, Biblioteconomia,

    Museologia e tambm para os recursos imagticos digitais, um metadado corresponder a

    muitos outros metadados do outro padro, em diferentes casos podero ocorrer que diversos

    metadados sero direcionados a apenas outro do padro de destino ou ento, um metadado no

  • corresponder a nenhum outro e assim, o metadado no ser utilizado.

    4 CONSIDERAES FINAIS

    Considera que em virtude das novas necessidades de vinculao e integrao de dados,

    essa pesquisa traz uma abordagem para o contexto em que j vivenciamos e conhecemos, a

    descrio em arquivos, bibliotecas e museus.

    Nesse sentido, o modelo DILAM uma proposta que acrescenta mais entidades j vistas

    no Requisitos Funcionais para Recursos Imagticos Digitais (RFDID), apreciando as

    necessidades fundamentais dos contextos j explicitados, principalmente quando uma das

    questes fundamentais produo do item informacional.

    Referente ao item informacional, ressalta-se a discrepncia e as precaues para cada

    contexto. Em bibliotecas, o item pode ter vrias cpias que possuem o mesmo processo

    documental - os exemplares, ao contrrio do que acontece em arquivos e museus. Os cuidados

    com o recurso imagtico para a Arquivologia e a Museologia so no sentido que os documentos

    so tratados como nicos e no h exemplares, apenas cpias ou rplicas. Alm disso, nesses

    dois casos h uma importncia maior: o vnculo com o criador ou produtor, no qual decisivo

    para incorporao na coleo.

    A construo do modelo DILAM foi baseado nos principais modelos conceituais j

    consolidados e por isso, as principais entidades no teriam grandes ajustes em relao a

    persistncia e consistncia de dados. Isso quer dizer, que seja para um banco de dados, uma base

    de um catlogo cooperativo, possvel que contenha diversos tipos de abstraes com a mesma

    base conceitual. Isso pode ainda mais criar a interoperabilidade sinttica de diversos tipos de

    recursos informacionais, bibliogrficos, imagticos, flmicos, entre outros, em uma mesma base

    e catlogo.

    Indica que o sentido desta interlocuo entre as instituies no converge unificao,

    pois cada contexto mostra diferenas. Mas importante expressar e destacar por meio do

    modelo DILAM como isso pode ser colaborativo e cooperativo em relao aos avanos

    tecnolgicos presentes na representao e organizao da informao.

    REFERNCIAS

    BACA, M. (Ed.) Introduction to metadata. Los Angeles: Getty Publications, 2008. BARBUY, H. Os museus e seus acervos: sistemas de documentao em desenvolvimento. In: INTEGRAR: Congresso Internacional de Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentao e Museus, 1., So Paulo. Anais... So Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002. p. 67-78.

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  • Acesso em: 10 ago. 2015. SIMIONATO, A. C. Modelagem conceitual DILAM: princpios descritivos de arquivos, bibliotecas e museus para o recurso imagtico digital. 2015. 200 f. Tese (Doutorado em Cincia da Informao) Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho, Marlia/SP, 2015. Disponvel em: < http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/CienciadaInformacao/Dissertacoes/simionato_ac_do_mar.pdf >. Acesso em: 10 ago. 2015. SMIT, J. W. O documento audiovisual ou a proximidade entre as trs Marias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentao, vol. 26, n. 1, 1993, p. 81-85. SMIT, J. W.; BARRETO, A. A. Cincia da Informao: base conceitual para a formao do profissional. In: VALENTIM, M. P. (Org.) Formao do profissional da informao. So Paulo: Polis, 2002. p. 9-23. ST. PIERRE, M.; LAPLANT, W. P. Issues in crosswalking content metadata standards. Baltimore: NISO, 1998. Disponvel em: . Acesso em: 10 ago. 2015. SVENONIUS, E. The intellectual foundation of information organization. Massachusetts: MIT Press, 2000. TANUS, G. F. S. C.; ARAJO, C. A. A. Proximidades conceituais entre Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e Cincia da Informao. Biblionline, v. 8, n. 2, 2012. Disponvel em: . Acesso em: 10 ago. 2015.